segunda-feira, 4 de julho de 2016

Anywhere, anyway...

 

Desde que nasci essa vontade constante de estar em várias partes do mundo enquanto tento seguir a rotina me acompanha. Nunca soube se as outras pessoas sentem o mesmo. Fica difícil repetir o mesmo trabalho de cada dia com a mente do outro lado do mundo, principalmente nesses dias, em que não sei se em consequência de algo triste que eu tenha vivido, de algum desajuste hormonal ou simplesmente tédio, minha mente se agarra às lembranças de lugares por onde passei e quis ficar, deixando lá um pouco da minha alma. Às vezes, também, cenas de paisagens que nunca presenciei invadem esses pensamentos já distraídos, trazendo a sensação de estar presa a uma jaula de onde não posso sair.

Já não sei se deveria buscar ajuda para aprender a me contentar com o mundo que tenho ao alcance, ou se gostaria de, realmente, poder estar em todos os lugares. Quem sabe essa angústia um dia me leve a  algum lugar.

Poderei um dia quebrar as grades? Existe vida após a vida? Há tempo o bastante para buscar o lugar ao qual pertenço?

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Pra seguir viagem...


 E no meio do turbilhão sempre existe um plano B. Jessica sem plano B, não é Jessica. Queria publicar essa frase em algum lugar mas certamente ela não seria bem compreendida. Volto pra cá. Minha caverninha pessoal, minha ilha particular, onde despejo minhas ideias, meus pedaços, na esperança de algum dia se tornarem algo produtivo, nem que seja para umas boas risadas futuras.

Há muito tempo me esforço pra entender os estranhos rumos que as coisas tomam, e a boa razão para que coisas terríveis acontecem. Já começo a crer na Lei do Retorno, de que todo o sofrimento que causamos aos outros, algum dia voltam (e se voltam) para nós mesmos...Assim como o amor que jogamos nas esquinas. Mas existe uma coisa que nunca refleti: sofrimento é pra ser digerido, processado, transformado.

Reconheço que no meio das decepções o que mais me machuca não é o fato em si, mas aquilo que deixo de oferecer a mim mesma..dos sonhos que vão ficando pendentes pelo caminho. Penso que eles estão aí para serem realizados, não importa se há vento, tempestade, ou se navego sem rumo num barco solitário: talvez seja essa mesmo a minha sina.

sábado, 22 de agosto de 2015

A crise dos 27

Eu precisava falar da crise. Não para justificar meus fracassos, os possíveis atrasos e descompassos. Tampouco para me afundar nela, ignorando as soluções que surgirão na jornada. Mas para deixar o registro de mais este momento, mais uma revolução, como pegada na areia para não se repetir os mesmos erros, e reviver o caminho quando sem querer eu os repetir.

Reluto, mas não posso parar o tempo. Em alguns instantes farei 27 e é inevitável o conflito entre o orçamento e a realização, e principalmente entre meus sonhos e anseios antes e depois de cada terremoto.

Eu saí do lugar, e como era de se esperar já não me lembro do caminho de volta, e nem sei se gostaria de encontrar. No momento sigo sem rumo, e me sinto fora da casinha ao observar as vidas ao redor, que parecem tão resolvidas e "nos trilhos"...

A agonia toma conta de mim. Não mais a distimia habitual, de céus cinzentos e sem paixão, mas agora peco pelo excesso, pelos mares de questionamentos, desejos e dúvidas. Inconformismo.

Tudo o que me faz falta, é melhor que neste momento permaneça no fundo do mar. Hoje eu quero a mim. Quero dormir e esperar que a vida responda cada uma de minhas perguntas. Que ter 27 não represente o fim, e que o peso do "quase 30" não me traga mais cobranças, apenas o autoconhecimento, que até aqui foi missão impossível. Espero por um mundo novo, pelo que me espera do lado de lá.

"So wake me up when it's all over. When I'm wiser, when I'm older. All this time I was finding myself and I didn't know I was lost..."


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Caleidoscópio

Se a vida é uma ilusão e tudo o que vemos é de alguma forma, subjetivo, escolho mergulhar. Não mais de olhos fechados. Não importa o quanto dure, não há nada quanto uma ilusão compartilhada. E mais preciosos são os momentos em que me recolho com meus retalhos pintados de cores, paisagens, lembranças do que não foi vivido, sonhos intercambiados...reais ou não. O que é a realidade? Uma vida inteira para descobrir.


sexta-feira, 17 de julho de 2015

Sobre as decepções de cada dia...


Ainda não aprendi a não me frustrar, e não descobri onde fica o botão "desligar" da ansiedade. E há momentos em que a ansiedade por algo importante que me traga mudanças positivas se junta às decepções pelo que não logrei, virando uma tempestade sem fim. É hora de me encolher na chuva, me segurar para que a ventania não me arraste, e me lembrar de que sou a melhor companhia para esses momentos: segundo tudo o que sei e vivi até hoje, vai passar. Me digo que em breve olharei para trás e estarei rindo de tudo isso, e seja o que for, estarei comigo.

Me pergunto como seria minha vida se nada do que eu amei tivesse tido fim, se todos os  meus caprichos tivessem sido atendidos e se a vida me desse prontamente tudo o que eu desejava sem que eu tivesse derramado nenhuma lágrima ou gota de suor: que droga, heim?! Quer eu aceite ou não, é normal, faz parte, e nunca nada foi em vão. Me levanto pra seguir o caminho que tracei sem distrações. O que ficou para trás, deixo pelo caminho.

Há coisas que o vento leva, outras, o mar devolve. Enquanto meus pés estiverem firmes no chão, nunca me faltará vida e mundo pra percorrer. Para o alto e avante, sempre!

sábado, 11 de julho de 2015

Viver é...seguir.

Se a vida é uma viagem que não permite excesso de bagagem, acredito que na minha mala só vou precisar de uma rede, alguns livros, zumba e uma boa câmera fotográfica.

Aos poucos tudo é levado pelo vento ou esquecido pelo caminho, e aprendo a me apegar apenas ao que me faz bem, mesmo sabendo que as dores, assim como mau tempo, são inevitáveis.

Muito me questionei se a autoestima e a autoconfiança não deveriam me tornar imune às paixões e à saudade, e se eu jamais haveria de sofrer após desvendar tantos mistérios da minha consciência...mas aprendi a me perdoar e aceitar minhas fraquezas, e me permitir alguns momentos de descanso antes de partir rumo a novos horizontes, afinal, a viagem continua só com o que me couber na mochila, com ou sem companhia.

Aprendi que certamente vou ouvir muitos "nãos" da vida, que aconteça o que me acontecer eu jamais deixarei de sentir dor, e como a própria vida já me ensinou, tudo sempre vai passar.

E ainda que meus retalhos estejam perdidos pelo mundo, vou me juntar ao que me restou, minha simples companhia, abraçar o que me faz bem, respirar fundo e seguir meu caminho.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Inverno e nostalgia

Às vezes sinto dores por todas as partes, em lugares que nem mesmo eu posso identificar ou descrever. É que meus retalhos permanecem espalhados por aí, e o frio, a escuridão e a noite em algum lugar do mundo machucam algo de mim.


Hoje o dia é de serenar. Trabalhar o corpo e descansar a mente, tentar fechar os olhos, ao menos. É que o Sol não nasceu pra me ofuscar, mais um motivo para manter o foco e seguir em frente. Não me esquecerei de quando o meu jardim se floriu, de quando o céu se cobriu de cores de repente, de quando minhas asas estiveram prontas pra voar sobre o mar...mas é que a vida não me permite sentir saudades e tudo o que vivemos, sentimos ou sentiremos nunca nos deixará, pois de uma forma inexplicável e incompreensível...somos todos um.